sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Infância perdida ou roubada?

Nos últimos meses tive a oportunidade de conhecer histórias de crianças que perderam o brilho e a alegria do ser criança. Meninos e meninas que trocaram as brincadeiras pelo trabalho e mendicância, seja por comida ou por alguns trocados que mais tarde se convertem em pedras de crack.
O mais alarmante é que a principal razão destes garotos pararem em um abrigo não é por causa de drogas, mas porque seus pais e mães, pessoas que deveriam cuidar e proteger estas crianças, se esquecem desta responsabilidade e os agride de forma  física, verbal e psicológica.
Pais e mães usuários de drogas que colocam seus filhos em risco ao obrigá-los a irem até os traficantes para comprar a droga, ora porque estão em dívida e temem por suas próprias vidas, arriscando a dos filhos, ora porque não reúnem condições de sequer sair de casa.
Mas diante de uma descrição como esta, que revela aspectos pesados do trabalho diário, não posso deixar de mencionar o que há de bom.
As crianças que chegam assutadas, com a idéia de uma prisão de crianças, imaginando que alí é um tipo de "Fundação Casa", onde crinaças são tratadas como "mini adultos criminosos". 
Mas em poucos minutos seus olhos revelam o espanto. Ao chegarem veem que no lugar de muros e grades há arvores, no lugar de celas há quartos com camas e armários e que ao invés de guardas há o que chamamos de Pai ou Mãe Social, uma figura que não tem o objetivo de substituir o pai ou mãe verdadeiro, mas o de dar o cuidado e atenção que estes deveriam ter dado. 

Os garotos que chegam percebem a diferença quando veem outras crianças correndo, jogando bola, soltando pipa e até brigando entre si por motivos bobos, coisa de criança, e em pouco tempo percebem que alí podem voltar a ser criança novamente.
Ser Psicólogo onde há tantas possibilidades de atuação, e uma grande necessidade cuidado é muito gratificante, principalmente pelo grandes resultados que conseguimos atingir em pouco tempo de trabalho com estas crianças.

"Quando as crianças agem como pequenos adultos, é porque a sofreram uma violência que lhe tiraram a alegria, e o que vemos é o que restou."

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pequenas recompensas incentivam prática de esporte

Receber gratificações pelo esforço aumenta motivação e diminui riscos de desistência


Até que ponto pequenas gratificações nos ajudam a atingir nossas metas? Foi com base nesse questionamento e na leitura de teorias clássicas de psicologia que a cientista computacional Sunny Consolvo, da Intel Research Seattle, em colaboração com pesquisadores da Universidade de Washington, criou um aplicativo para celular denominado UbiFit para incentivar a prática da atividade física. 


O programa oferece recompensas aparentemente insignificantes, como desenhos de flores, que as pessoas acabam se esforçando para obter.

 O UbiFit coleta informações do usuário e organiza um gráfico de sua atividade física diária, registrando diversos tipos de movimento. Dependendo do nível de exercício, começam a aparecer flores de diferentes tamanhos e cores na tela do celular. 
Em um estudo conduzido anteriormente, os participantes do “jardim” se saíram bem na manutenção de seus programas físicos. Já entre os que usaram softwares que apenas registravam as atividades, sem fornecer recompensa, a desistência foi maior. O aplicativo deve estar à venda nos próximos meses.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Carl Rogers, o Pai da Psicologia Humanista

Entrevista de Carl Rogers à revista Veja (1977)


"Por um homem melhor"
O Pai da psicologia humanista fala de batatas, pessoas, governos, ladrões e acadêmicos.

Por Fabíola I.de Oliveira

Nascido em 1902, e psicólogo pratico desde 1927, Dr.Carl Rogers passou cerca de 15 anos acreditando que o papel do psicoterapeuta era apenas o de manter-se a parte quanto a seus sentimentos em relação ao paciente. Assim distanciado ,pensava ele, ficava mais fácil enxergar as soluções adequadas. Depois de experiências vividas com alunos e com pessoas que vinham à procura de ajuda, Rogers acabaria percebendo, no entanto,que quanto mais se abria como pessoa no relacionamento com o paciente mais efetivo e rápido tornava-se o sucesso do tratamento. E através do desenvolvimento dessa idéia se afastando cada vez mais da psicologia tradicional ou freudiana e da psicologia do comportamento , ao ponto de hoje confessar que acredita ser “um fenômeno embaraçosamente doloroso para os psicólogos acadêmicos”.


A partir da publicação, em 1942, de “Conseling and Psychotherapy”, seu primeiro livro sobre aconselhamento centrado no cliente, ele passaria a influenciar, os mais diversos campos profissionais , tanto nos Estados Unidos – onde nasceu e vive até hoje como em outros lugares do mundo , onde é conhecido como um autêntico desmistificador de psicoterapia.


Com efeito, Rogers abriu a psicoterapia à observação pública e à pesquisa investigatória, sendo o primeiro a gravar e depois a filmar sessões terapêuticas. Assim expunha seus métodos à pesquisa cientifica. Antes dele, nenhum psicoterapeuta havia tido a coragem de mostrar, publicamente , suas falhas e seus sucessos, a observar e a estudar não só as reações da pessoa tratada mas suas próprias atitudes do processo terapêutico.


Hoje, Carl Rogers, dedica-se, junto seus colegas do Centro para Estudos da Pessoa, em La Jolla. Califórnia, onde é professor residente, à organização de grupos de encontro onde os pacientes entram em comunicação uns com os outros e pouco a pouco vão se descobrindo e se livrando de seus mal-estares emocionais. Há um mês no Brasil acompanhado por quatro membros de sua equipe, Rogers participa, na Aldeia de Arcozelo, no Rio de Janeiro, do primeiro Encontro Centrado na Pessoa, no Brasil. Lá, durante duas horas, ele concedeu esta entrevista a "VEJA".

VEJA – Como se situaria a pessoa humana diante da psicologia humanista?


ROGERS – O ser humano, como todos os organismos, tende a crescer e a se atualizar. É claro que todos os fatores sociais, econômicos e familiares podem interromper esse crescimento, mas a tendência fundamental é em direção ao crescimento, ao seu próprio preenchimento ou satisfação. Costumo exemplificar esse processo lembrando batatas que guardávamos no porão da nossa casa na fazenda. Elas criavam brotos porque havia uma janelinha no quarto. Era uma tentativa inútil, mas parte da tentativa do organismo de se satisfazer. Você consegue um produto muito diferente quando planta uma batata na terra, e comparo esse processo ao que pode ser encontrado em delinqüentes e em pessoas que são tidas como doentes mentais: o modo como suas vidas se desenvolveram pode ser muito bizarro, anormal; no entanto, tudo o que elas estão fazendo é uma tentativa para crescer, para atualizar seus potenciais. O fato de essa tentativa causar maus resultados situa-se mais no meio ambiente do que na tendência básica do individuo. A pedra fundamental da psicologia humanista pelo menos como eu vejo, é, portanto essa crença de que o ser humano tem um organismo positivo e construtivo.

VEJA – A psicologia humanista pode ajudar a sociedade a resolver seus problemas ? De que modo?


ROGERS – Ela não é uma solução para todos os problemas do mundo, mas pode ajudar muito na solução dos problemas psicológicos e sociais. Pode ajudar o individuo a crescer em direção a uma personalidade mais normal , mais expansiva. A psicologia humanista tem os instrumentos para reconciliar diferenças, para ajudar as pessoas a observarem os pontos de vista dos outros.


VEJA – Um governo com uma visão humanista não seria , então, mais poderoso que uma psicologia humanista?


ROGERS – Para mim, isso é um sonho, mas seria bom esquematizar uma utopia com um governo humanista.Quanto mais um governo acredita num ponto de vista humanista possibilidades existirão de promover um clima no qual os cidadãos possam crescer e trabalhar junto mais harmoniosamente, e no qual haverá mais compreensão,ou respostas, as suas necessidades. Mas não vejo nenhuma possibilidade do que eu chamaria de um governo humanista.



VEJA – O que o senhor pensa da psicologia acadêmica?


ROGERS – Nos Estados Unidos , a psicologia Acadêmica poderia dar excelente aconselhamento e ajuda a governos ditatoriais. Acho que, se qualquer autoridade diz “ queremos que as pessoas sejam mudadas desta forma”, a psicologia acadêmica sabe muito bem como mudar as pessoas, gradualmente, no sentido que se quiser. E vejo isso como um grande perigo. A psicologia humanista seria uma valiosa conselheira a uma forma de governo democrático, pois ela o ajudaria a ser cada vez mais democráticos, a compreender as capacidades, os direitos e a habilidade do cidadão de ser responsável.


VEJA – O senhor tem se dedicado profundamente à organização de grupos de encontros. O que vem a ser, para o senhor um grupo de encontro?


ROGERS – É uma oportunidade para as mais diversas pessoas se encontrarem, sem nenhum planejamento, a não ser elas mesmas e seus inter-relacionamentos. Não existe um tópico a ser discutido nem problemas imediatos a serem resolvidos. Então, sobre o que se vai falar? Quando as pessoas percebem que qualquer coisa pode ser discutida, então começam a falar mais de si mesmas e o encontro torna-se mais profundo. A pessoa começa a acreditar que o grupo pode compreende-la e o processo pode ser descrito como uma percepção dos próprios sentimentos, que as pessoas nunca pensaram possuir, tentando novas maneiras de se comportar no grupo, desenvolvendo relacionamentos mais íntimos, sejam eles positivos e de amor, ou de raiva e confrontação, mas, de um jeito ou de outro, se aproximando mais como pessoas.



VEJA – Qual a diferença entre os grupos de encontro e a terapia individual?


ROGERS – Na terapia de um-para-um, o cliente sente que é um milagre que ele possa ser aceito e compreendido – mas será que alguém mais o compreenderá? Em um grupo de encontro, ele logo percebe: “Todas essas pessoas me aceitam? E nem ao menos estão sendo pagas para isso?” E isso é muito forte, pois provoca o sentimento de que, “quem sabe, eu sou uma pessoa aceitável”. Nesse sentido, o grupo de encontro pode ser de maior efeito que a terapia individual.



VEJA – Que mudanças ocorrem num grupo de encontro em relação à percepção ou conscientização?


ROGERS – Tanto na terapia quanto no grupo de encontro, a mudança mais notável é a expansão da conscientização do individuo. Ele vem para o grupo achando que sabe quem é e que está consciente de si mesmo. Mas, quando começa a se abrir e a notar como as pessoas ouvem com atenção, ele descobre, dentro de si mesmo, coisas que não havia percebido antes. Começa a sentir que é mais do que pensava ser, que tem sentimentos que nunca havia notado. Uma pessoa que nunca mostra raiva, por exemplo, perceberá, no grupo, que tem raiva dentro de si. Ela não se esquecerá disso e reconhecerá, no fundo, quando sentir raiva, que não poderá mais escondê-la – e terá condições para lidar com ela.


VEJA – Por que o senhor chama de “facilitadores” os lideres dos grupos de encontro?


ROGERS – Porque o termo “líder” implica que uma pessoa sabe para onde o grupo irá se dirigir e o orientará nessa direção. Então eu prefiro chamá-lo de “facilitador”, porque minha idéia de seu propósito no grupo é a de que ele deve permitir que as pessoas se expressem sem saber onde isso as levará. Ele facilita essas expressões do grupo mas não controla sua direção. O facilitador pode saber alguma coisa sobre o processo de grupos e o mesmo é verdadeiro para a terapia. O tipo de terapeuta que eu gosto é o que age como um facilitador, pois não tem noção do que surgirá na terapia, ou que direções a pessoa escolherá para si mesma.
VEJA – E, se ocorrer uma crise dramática dentro do grupo, o facilitador deve então fazer o papel de líder?
ROGERS – Não, não! O facilitador inexperiente pode se sentir tentado a fazê-lo, mas o experiente procurará acreditar no grupo. Lembro-me do que aconteceu com um membro de nossa equipe quando um homem sofreu uma terrível crise psicótica, numa sessão de grupo de encontro. As pessoas entraram em pânico e exigiram que o facilitar fizesse alguma coisa, mas ele se manteve calmo e fez com que o grupo discutisse sobre que atitude tomar. Algumas pessoas que se sentiram mais próximas ao homem tentaram conversar com ele, mas o grupo ainda achava que ele deveria ser internado. Pediram-lhe então que voltasse ao grupo, discutiram seus sentimentos e suas preocupações com ele. No fim, tudo foi resolvido e mais tarde ele fez terapia, sem hospitalização. O ponto é que o grupo, como um todo, é capaz de agir muito mais sabiamente do que uma pessoa sozinha.


VEJA – As qualidades essenciais para um facilitador podem ser ensinadas ou são naturais?


ROGERS – As qualidades essenciais para terapia individual – ou para grupos de encontro – foram especificadas há bastante tempo e têm sido confirmadas por pesquisas. Primeiro, se a pessoa está ligada a outra, como pessoa, genuína e real –sem envergar um avental branco de doutor-, isso será de grande ajuda. Depois, se a pessoa sente uma importância real pela outra, vai tornar seu crescimento e seu desenvolvimento mais possíveis.
E, por último, se ela pode realmente compreender o mundo interior do outro, verdadeiramente se sentir parte do universo de uma pessoa, essa capacidade para a empatia será muito importante para o crescimento construtivo. Dessas três, acredito que uma pode ser facilmente treinada – a empatia. As pessoas podem aprender a ouvir melhor e com mais compreensão, e a se afastarem de alguns de seus próprios conceitos, e realmente entenderem os outros como eles são. As outras duas qualidades vêm com a experiência de vida, e outras vezes através da terapia ou de vivencias como grupos de encontro.


VEJA – Por que o senhor começou a chamar as pessoas de “clientes” , em vez de “pacientes”?


ROGERS – A razão mais profunda foi nunca ter sentido que as pessoas que me procuram eram “pacientes”. Não eram doentes, e sim pessoas em dificuldade. Então, qual o termo mais apropriado ? Em inglês, “cliente” é aquele que vem buscar o seu serviço. Mas ele ainda é responsável por si mesmo.


VEJA – Qual sua maior fonte de aprendizagem?
ROGERS – São as pessoas e os estudantes com quem convivo e trabalho. Quando você se abre ao mundo de outros, um dos riscos – e a maior vantagem – é que você terá mais possibilidade de aprender alguma coisa.


VEJA – O senhor tem se preocupado , ultimamente,de maneira crescente,com a educação como forma de comunicação entre as pessoas. Como vê o sistema escolar vigente em seu pais?
ROGERS – Até recentemente, a ênfase em mais escolas, mais educação para todos e o fato de que uma pessoa nada pode fazer se não tiver um diploma universitário resultaram num modo mais mecânico de educação , tentando preparar as pessoas para uma sociedade mecanicamente orientada. De uns tempos para cá, no entanto , têm ocorrido mudanças que dão maior ênfase à liberdade no aprendizado, onde o individuo, pode escolher o que é de maior significação para a sua vida e aprender isso. Assim , ele é levado a um processo de aprendizagem constante em vez de uma educação mecanicamente orientada, que geralmente faz as pessoas sentirem que finalmente acabaram o curso , já têm seu diploma , então não precisam estudar mais. O aprendizado autodirigido, em contrate , faz com que as pessoas tenham sempre vontade de estudar e apreender . Isso a entusiasma , assim como satisfaz ás suas necessidades.


VEJA – Os adversários desse tipo de ensino tradicionalmente argumentam com o fato de que a pessoa, nesse caso , terá uma educação limitada somente a seus interesses e pode tornar-se incapaz de perceber mudanças. O que acha disso?
ROGERS – Se observarmos estudantes que saíram de escolas tipicamente tradicionais , depois de um ano ou dois, notaremos que eles também adquiriram uma educação limitada a seus próprios interesses. Eles se lembram de algumas coisas, mas a maior parte delas já foi esquecida, pois geralmente foram estudadas somente para um teste, um exame .Então , tanto um como outro modo de ensino pode ser limitado aos próprios interesses da pessoa. Mas o estudante autodirigido pelo menos conhece mais a si mesmo , conhece suas forças e suas fraquezas. E, porque ele é automotivado, freqüentemente quer preencher os lapsos de sua educação.

VEJA – O senhor acredita que a autodisciplina surge naturalmente com o aprendizado autodirigido?

ROGERS – Sim, a liberdade e a responsabilidade sempre caminham juntas, e isso é valido tanto para a educação quanto para outros aspectos da vida. A pessoa tem que viver com as conseqüências do que aprende. Se não pode perceber as mudanças , então será enganada pelos outros. E, quando isso torna claro, mais ela será responsável – ao contrario de alguém que teve liberdade mas não reconheceu suas conseqüências.


VEJA – Seguindo a tradição humanista, o senhor costuma enaltecer a bondade nas pessoas, mas não estará deixando um pouco de lado o maquiavelismo e o espírito de competição, que naturalmente existe em nossa sociedade?


ROGERS – Fui muitas vezes acusado de não compreender a maldade nas pessoas – e levo a sério este tipo de critica , isso pode até ser verdade. Mas cheguei a uma posição, não através de pensamentos passivos mas através de meus contatos diretos com pessoas , tanto em terapia quanto em grupos, ou mesmo em salas de aula, nos quais percebi que, se confio plenamente em sua capacidade de se compreenderem melhor e ser mais autodirigidas, essas escolhem direções que são sociais e não anti-sociais, ou más. Dizem que com esse tipo de terapia o individuo pode muito bem ser um melhor ladrão ou um melhor assassino , e para mim essa é uma possibilidade bastante lógica. Mas, de acordo com minhas experiências , isso simplesmente não acontece. Se ofereço a uma pessoa a possibilidade de se expressar, de buscar suas próprias direções, ela não escolhe ser um melhor ladrão ou coisa semelhante, mas procura seguir a direção de maior harmonia com seus companheiros.

VEJA – Uma terapia ou um grupo de encontro resolveria todos os problemas da pessoa , tornaria sua vida bem mais fácil?

ROGERS – Não isso não é verdade . A pessoa se desenvolverá mas o crescimento será sempre doloroso. Quando os potenciais humanos são desenvolvidos, a vida se torna mais complexa. As pessoas se descartam de seus velhos problemas deixando-os para trás, mas , quando vão em frente, encaram novos problemas , talvez tão difíceis com os anteriores – porém mais excitantes, pois elas aí estão mais conscientes e mais prontas a lidar com eles. Portanto o prazer de ser mais independente, mais real e mais livre é mais que suficiente para contrabalançar a dor e a dificuldade que advêm deste tipo de crescimento. Para a máxima curiosidade e aprendizagem desse tipo , tanto as crianças quanto os adultos precisam de amor de um individuo , ou de um grupo, que possa criar segurança suficiente para que a pessoa que está se desenvolvendo se atreva a tomar riscos que a levem a essas áreas de crescimento. E essa é uma das coisas que um grupo de encontro proporciona – a segurança de um ambiente de compreensão, com pessoas que procuram de amar mutuamente. A habilidade de tomar riscos é um dos efeitos básicos mais importantes de um grupo de encontro. Faço questão da palavra “risco” porque toda aprendizagem é um risco; no entanto, é a nova aprendizagem e o novo comportamento que tornam a vida excitante. É o que leva as pessoas a um desenvolvimento mais completo.

VEJA – Em seus trabalhos o senhor costuma se referir ao que chama de “pessoa emergente”. O que será isso?

ROGERS – Vejo a pessoa emergente como a que tomou o risco de viver de um modo novo e mais humano numa sociedade que não encoraja esse tipo de aprendizagem. Portanto, seu caminho não é fácil. São pessoas que não estão ligadas a coisas materiais , embora possam aprecia-las se as possuírem. Em termos de autoridade, vejo pessoas emergentes como alguém que tem um sentimento bastante profundo, de que somente dentro de si existe a maior fonte de autoridade, na qual pode confiar. Esta pessoa está pronta a ouvir qualquer autoridade, mas quando se trata de seu próprio comportamento, a escolha está unicamente, dentro de si mesma. Ela é quem avalia toda experiência e autoridade, e toma decisões baseadas no que ela quer fazer. Na verdade , sempre existiu uma ou outra pessoa assim. No entanto, ter um grande grupo de indivíduos tomando decisões por si mesmo , como aconteceu nos Estados Unidos, durante a guerra do Vietnam, quando um vasto numero de jovens simplesmente se recusou a ir para a guerra,é realmente um novo aspecto da sociedade.

VEJA – A pessoa emergente seria um produto exclusivo da sociedade americana ou ela pode surgir também em sociedade de paises em desenvolvimento?

ROGERS – Os Estados Unidos, principalmente na região oeste, são um terreno bastante fértil para esse tipo de indivíduos. Mas eu os tenho encontrado também em outros paises, como Holanda , Alemanha, Japão, Austrália, e sinto mesmo que o Brasil é um bom solo para esse tipo de pessoas. Em qualquer cultura , essa pessoa irá encontrar dificuldades – mas sinto no Brasil, uma coragem igual à que encontro nos Estados Unidos. Sou muito a favor dessas pessoas , pois elas apreciam o fato de que a vida é um processo de mudança. Portanto, não estão atadas a nenhuma ortodoxia ou tradição e nem qualquer modo fixo de fazer as coisas. "
FONTE: Revista VEJA no. 441
16 de fevereiro de 197

sábado, 19 de março de 2011

Psicologia Existencial: explicação clara e simples

É uma psicologia fundamentada na Fenomenologia, filosofia que rompeu com a escola clássica, grega, divergindo em vários pontos entre os quais sobre o conceito de essência.
Para a filosofia antiga a essência é algo interno que dificilmente se revela, ficando oculta sob as diversas manifestações da exterioridade que encobre a verdade do sujeito.
Para a Fenomenologia a aparência NÃO esconde a essência, mas a revela, porque a aparência É a própria essência. Se uma pessoa esconde um pensamento, ou um sentimento, se ela não fala disso ou fala outra coisa no lugar disso, o que temos aí? Temos a revelação daquilo que é a essência da pessoa naquele momento: a essência de ocultar um sentimento. No caso ela revela que não quer revelar, e isto é uma revelação. A pessoa não é uma paixão escondida, ela é a que esconde a paixão. Assim, a Fenomenologia valoriza o que aparece e não o que “deveria” aparecer. Ela enfatiza a experiência vivida da subjetividade. O que é isso? uma psicologia que olha o fato, o fenômeno, aquilo que aparece. Buscamos compreender a pessoa no lugar em que ela está, sem interpretações acerca do “como deveria ser”. Então, a responsabilidade pessoal é posta em relevo, já que o foco sempre será a pessoa tal como ela se percebe e se anuncia. O interpretar se baseia em modelos pressupostos. O compreender se baseia na realidade presente que é aceita pelo psicólogo de forma incondicional. A diferença é que na psicanálise temos sempre alguém fora de nós a quem atribuir nossas responsabilidades, na existencial as responsabilidades sobre nossas escolhas (sempre conscientes) são sempre nossas.
Quanto maior a consciência, maior a liberdade; quanto maior a liberdade, maior a responsabilidade. E a liberdade nos traz a ansiedade (ou a angústia) de nos sabermos únicos responsáveis por nossas escolhas conscientes. E isto não precisa nos trazer desespero e nos manter nele, porque essa angústia é libertadora a partir de um fato que ela me mostra: se sou responsável por minhas escolhas, também sou responsável por aquilo que será feito de mim daqui por diante, e isto é libertador. Ninguém detém o poder de me impedir de ser feliz, assim como a minha felicidade não está nas mãos de ninguém.
Tudo isso faz aumentar a minha responsabilidade acerca do tanto de empenho que preciso aplicar na direção dos meus projetos e desejos. A existencial chega para nos mostrar que estamos em nossas próprias mãos, mais do que poderíamos imaginar. Nossa liberdade é absoluta, como disse Sartre, mas ele explicou que a liberdade se realiza num contexto de facticidade, e isto quer dizer que há aspectos “fáticos” que precisam ser considerados, ito é, há coisas que não mudam porque fazem parte do mundo em-si.
Tudo que houve em minha vida até o presente momento, todos os acontecimentos vivenciados no passado não podem ser alterados,  nada posso fazer acerca disso. Tudo que aqui citei são facticidades (coisas que não posso mudar) e a minha liberdade é absoluta dentro deste universo. Mas vejam que a minha realidade não é essa. A minha realidade é o que faço com a minha facticidade, porque experiência não é o que lhe acontece, mas o que você faz com aquilo que lhe acontece.

sábado, 12 de março de 2011

A Psicologia Jurídica

A Psicologia Jurídica, também conhecida como Psicologia Forense, tem tido foco no meio devido principalmente à importância das decisões judiciais que incidem sobremaneira na vida do indivíduo, promovendo alterações na sua vida social, no seu patrimônio e no seu comportamento.
Psicologia Jurídica/Forense é especialidade recém-reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia, conforme Resolução n° 14/00 assinada em 22/12/00. Para o autor do Dicionário Prático de Língua Portuguesa, o termo forense corresponde ao que é “relativo ao foro judicial. Relativo aos tribunais”. De acordo com o mesmo dicionário, a palavra “jurídica” é concernente ao Direito, conforme as ciências do Direito e aos seus preceitos.
Assim, a palavra “jurídica” torna-se mais abrangente por se referir aos procedimentos ocorridos nos tribunais, bem como àqueles que são fruto da decisão judicial ou ainda àqueles que são de interesse do jurídico ou do Direito. Pela forma que se apresenta o termo “Forense”, em nossa língua, é aplicável exclusivamente ao poder judiciário e isto deixaria de considerar o que não estivesse neste âmbito. Então, deixaríamos de lado o trabalho do psicólogo ligado ao poder executivo, tais como o ministério público, as prisões, os hospitais de custódia, as delegacias, entre outros. Por esse motivo, no Brasil, o termo Psicologia Jurídica é o mais adotado e é preferível para que consigamos designar com idoneidade a imbricação do campo da Psicologia com o Direito. Entretanto há profissionais que ainda assim preferem a denominação Psicologia Forense.
Para os especialistas, com o conhecimento da psicologia jurídica os profissionais da área passam a exercer atendimentos de melhor qualidade e a prevenção de alguns comportamentos violentos, de maus tratos ou outro qualquer numa sociedade acostumada com a constante degradação da pessoa humana e de seus direitos e deveres.
O interesse pela psicologia Jurídica tem ao menos duas explicações:
1- Oportunidade de Mercado: com o aumento de causas envolvendo situações de cunho psicológico, como a doença mental na justiça, passando assim a existir maior procura por profissionais especializados.
2- Sociedade: com a crescente inquietação com a violência na sociedade, principalmente em países violentos como o Brasil, é cada vez maior a busca de respostas através de estudos interdisciplinares como Direito, Sociologia, Antropologia e Filosofia que se juntam à Psiquiatria e à Psicologia para tentar explicar a gênese da violência e buscar formas de combatê-la.
O especialista em Psicologia Jurídica atua no âmbito da Justiça, nas instituições governamentais e não-governamentais, colaborando no planejamento e execução de políticas de cidadania, direitos humanos e prevenção da violência. Para tanto, sua atuação é centrada na orientação do dado psicológico repassado não só para os juristas como também aos sujeitos que carecem de tal intervenção. Contribui para a formulação, revisões e interpretação das leis.

Veja o detalhamento das atribuições de um especialista em Psicologia Jurídica.

  1. Assessora na formulação, revisão e execução de leis.
  2. Colabora na formulação e implantação das políticas de cidadania e direitos humanos.
  3. Realiza pesquisa visando a construção e ampliação do conhecimento psicológico aplicado ao campo do Direito.
  4. Avalia as condições intelectuais e emocionais de crianças adolescentes e adultos em conexão processos jurídicos, seja por deficiência mental e insanidade, testamentos contestados, aceitação em lares adotivos, posse e guarda de crianças ou determinação da responsabilidade legal por atos criminosos.
  5. Atua como perito judicial nas varas cíveis, criminais, justiça do trabalho, da família, da criança e do adolescente, elaborando laudos, pareceres e perícias a serem anexados aos processos.
  6. Elabora petições que serão juntadas ao processo, sempre que solicitar alguma providência, ou haja necessidade de comunicar-se com o juiz, durante a execução da perícia.
  7. Eventualmente participa de audiência para esclarecer aspectos técnicos em Psicologia que possam necessitar de maiores informações a leigos ou leitores do trabalho pericial psicológico (juízes, curadores e advogados).
  8. Elabora laudos, relatórios e pareceres, colaborando não só com a ordem jurídica como com o indivíduo envolvido com a Justiça, através da avaliação das personalidades destes e fornecendo subsídios ao processo judicial quando solicitado por uma autoridade competente, podendo utilizar-se de consulta aos processos e coletar dados considerar necessários a elaboração do estudo psicológico.
  9. Realiza atendimento psicológico através de trabalho acessível e comprometido com a busca de decisões próprias na organização familiar dos que recorrem a Varas de Família para a resolução de questões.
  10. Realiza atendimento a crianças envolvidas em situações que chegam às Instituições de Direito, visando à preservação de sua saúde mental, bem como presta atendimento e orientação a detentos e seus familiares.
  11. Participa da elaboração e execução de programas socioeducativos destinados à criança de rua, abandonadas ou infratoras.
  12. Orienta a administração e os colegiados do sistema penitenciário, sob o ponto de vista psicológico, quanto às tarefas educativas e profissionais que os internos possam exercer nos estabelecimentos penais.
  13. Assessora autoridades judiciais no encaminhamento a terapias psicológicas, quando necessário.
  14. Participa da elaboração e do processo de Execução Penal e assessora a administração dos estabelecimentos penais quanto à formulação da política penal e no treinamento de pessoal para aplicá-la.
  15. Atua em pesquisas e programas de prevenção à violência e desenvolve estudos e pesquisas sobre a pesquisa criminal, construindo ou adaptando instrumentos de investigação psicológica.
Para ser especialista em psicologia Jurídica faça a pós-graduação Psicologia Jurídica - uma interlocução entre a Psicologia _ turmas abertas em Jaguariúna e São Paulo. Para os interessados que não possuem graduação completa façam o curso de extensão também com turmas abertas em Jaguariúna e São Paulo. Acessem o site para mais informações: www.ibpolis.com.br.


terça-feira, 1 de março de 2011

Procurando entender o atropelador de ciclistas de Porto Alegre


Na última sexta-feira, o funcionário do Banco Central, Ricardo Neis, 47 anos, atropelou doze ciclistas que faziam uma manifestação nas ruas de Porto Alegre. O atropelamento foi filmado por cinegrafistas amadores, em cenas fortes e chocantes. 

As cenas causam revolta imediata em quem as vê. mas vamos tentar nos colocar no lugar do motorista, e entender o ocorrido a partir daí.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

10 sintomas do vício em pornografia

O vício em pornografia está instalado quando o consumo excessivo de material erótico passa a interferir na vida cotidiana. Infelizmente, como esta afeção mental não é contemplada no DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), ainda não é possível tratá-la usando os canais competentes públicos e privados de saúde.


Entretanto, o consumo compulsivo de pornografia está sendo considerado por alguns autores como tão grave quanto a dependência química, em razão do isolamento, da perda das relações afetivas e sociais, da corrosão das relações familiares e profissionais e da progressiva incapacitação para o trabalho.

O motivo do avanço desta tragédia silenciosa que assola as famílias, está nas facilidades propiciadas pela internet. Se antigamente os consumidores de ponografia tinham que levantar os seus traseiros da cadeira e dirigi-los às bancas para adquirir as revistinhas suecas, hoje, em qualquer lugar doméstico, profissional ou público é possível acessar a rede o obter uma miríade praticamente infinita de imagens e vídeos eróticos - a grande maioria de forma inteiramente gratuita.

Quando a "diversão para adultos", considerada normal, começa a se tornar um problema? Devido a diversos fatores, desde a facilidade de obtenção, passando pelo fato de que é um hábito solitário e cuidadosamente ocultado, até à falta de informações que qualifiquem o vício em pornografia como doença, não resta outra solução aos viciados senão sofrerem calados diante das brutais perdas ocasionadas pelo transtorno.

Em vista das dificuldades de discernimento entre comportamento normal e patológico, resolvi listar alguns sintomas, que se acontecem isoladamente podem não representar perigo, mas quando combinados, dão sinais inequívocos de que algo vai muito mal.

1) Esconde os hábitos secretos da família e amigos.

No princípio a coisa começa escondidinha e com aparência inocentemente controlável, mas pode crescer como bola de neve e tomar de vez a vida do sujeito. Pena que a vítima não se dê conta do início da longa queda.



2) Produtividade em queda livre.
Quem tem tempo para qualquer coisa, quando todo o tempo do mundo parece ser sugado por uma sede insaciável? Os atos de trabalhar, estudar, enfim produzir algo útil, começam a ser sugados pelo pretenso lazer, que se torna obsessão. 

3) Não faz questão de esconder as atividades da família e dos amigos.

O processo se agudiza quando tanto faz, quanto tanto fez. Além do mais, há sujeitos que se gabam nas redes sociais no momento em que começam as suas "peregrinações" rumo aos sites XXX.

4) Não consegue deixar de visitar páginas pornográficas nem no trabalho.
Naturalmente, a compulsão não tem hora nem lugar para surgir e o local mais impróprio para cair na tentação é o ambiente de rede corporativa, isto porque a lei faculta às empresas o monitoramento constante das atividades dos funcionários.




5) É demitido por acessar pornografia no trabalho.
Consumir pornografia no trampo dá demissão por justa causa. Um dos sintomas básicos apresentados pelo viciado é justamente perder emprego por este motivo.
Funcionário é demitido por ver pornografia na Internet.

6) Mais de 90% do acesso à internet é gasto na visualização de conteúdo pornográfico.
Estou exagerando para menos, pois os realmente viciadões gastam muito mais do que isto.
Japonês é punido por acessar sites pornô 780 mil vezes no trabalho. 

7) Gasta muitos terabytes em pornografia.
Alguns compulsivos chegam ao ponto de comprar HDs de terabytes especificamente destinados para armazenar toneladas de pornografia. Acenda a luzinha do pânico quando se pegar criptografando e colocando senha nos seus arquivos, por absoluta paranoia de vê-los sendo acessados/roubados por outrem.

8) Não consegue navegar na rede com ambas as mãos livres.

Você acredita que um problema pode ocorrer dentro de outro? Pois um dos efeitos colaterais do vício em pornografia é a compulsão masturbatória, ou vice-versa. Então, cheque quanto tempo você aguenta navegar com uma mão no mouse e outra no teclado.



9) Troca sexo real por virtual.
Parece contraditório, mas a super excitação obtida através da visualização de conteúdo pornográfico tende a redundar em impotência. Isto porque começa a haver uma supervalorização do sexo fantasioso mostrado nos filmes em comparação ao decaimento do prazer sexual possível de se obter nas relações de carne e osso.





10) Cadastra-se em sites pornográficos pagos.
O fim do poço é quando o viciado começa a gastar dinheiro em contas de sites de putaria. Com isto chegamos à conclusão do porquê os viciados acabarem perdendo emprego, vida social e até família em função de uma vida totalmente devotada ao prazer que se transforma em dor.

Infelizmente, pelo fato deste vício não estar enquadrado no DSM, você não poderá procurar tratamento no sistema público de saúde e, muito menos, num plano privado.
Como tratar viciados em sexo, se destruíram a internação psiquiátrica? 

As formas de cura desta doença devem ser amplamente discutidas e informadas para que os portadores caiam si sobre o problema. Com o intuito de promover o insight, os sinais que a princípio não chegam a ser alarmantes, devem ser levados a sério prematuramente, antes que seja tarde demais e as perdas tenham se avolumado ao ponto de se tornarem irreversíveis.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Cores determinam nossas escolhas

As cores são de grande importância na escolha das pessoas por certos objetos. Um determinado exemplo é a atração para as cores vermelha e amarela, que remetem a noção de frutas maduras e saborosas, em contraposição o marrom e o verde nos levam a pensar em coisas menos agradáveis.
Os psicólogos Sthepen palmer e Karen Schloss, da Universidade da Califórnia em Berkeley, tentaram dar um olhar científico sobre o assunto.
Fizeram experimentos separando voluntários em quatro grupos, o primeiro grupo devia relatar rapidamente o objeto que associava a cada uma das 32 cores propostas no experimento.
Quando os voluntários eram apresentados a cor amarela, por exemplo, listaram os objetos banana, canário e mostarda; o segundo grupo avaliou a atração que cada objeto exercia em uma escala de zero (repulsivo) a 100 (muito agradável); e um terceiro grupo avaliou o quanto cada cor combinava com cada objeto.
Com base nos testes realizados e as avaliações dos grupos, os pesquisadores deram um "peso" matemático a cada com cor indicando a força de sua conexão com os objetos mais apreciados.
O quarto grupo indicou o quanto gostaram ou não das 32 cores anteriores usando uma escala móvel. Os pesquisadores descobriram que esse grupo tendia a apreciar as cores com os maiores pesos – as que os três grupos associaram a objetos agradáveis.
A próxima questão é: será que a atração e a rejeição por determinadas cores são agravadas pelo nosso cérebro? Ou são as nossas experiências que moldam nossas escolhas? Agora o grupo de cientistas está testando pessoas dos Estados Unidos, México e Japão para averiguar se as cores e os objetos prediletos são diferentes em cada país.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Psicologia do Esporte e Atividade Física - Vigorexia

A vigorexia é uma doença que faz a pessoa se achar mais magra e fraca do que é, enquanto os músculos incham.
Mais comum entre os homens, a vigorexia leva o doente a exagerar nos exercícios físicos, podendo chegar ao uso de anabolizantes.
Diferente dos casos de anorexia, mais comuns entre as mulheres, os doentes vigorexicos não procuram por ajuda, quando o fazem é devido aos problemas gerados pelos esteróides.
Diante desta percepção distorcida do próprio corpo, o instrutor deve ficar atento aos ritmos de treino e auto avaliação no espelho para reconhecer os casos de vigorexia entre os alunos.
Infelizmente muitas acadêmias não importam com a saúde de seus alunos, e acabam incentivando a cultura do corpo em detrimento do bem estar físico.
Incomodado com a falta de diagnóstico e a proliferação de vigoréxicos ao seu redor, o educador físico e instrutor Marcus Zimpeck, 29, criou um teste para avaliar o risco de o aluno desenvolver o problema.
 Segundo Zimpeck, "o pessoal não leva a sério enquanto não surge algum problema no organismo."



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Psicologia do Esporte - THP

O THP ou Treinamento de Habilidades Psicológicas é a prática sistemática e consciente das habilidades psicológicas ou psíquicas específicas que são importantes para o bom rendimento dos atletas, pois o sucesso nos esportes depende mais da capacidade mental quanto à física ou técnica, pois quando o atleta estiver no auge dessas capacidades o seu desempenho atingirá o pico da excelência.





domingo, 13 de fevereiro de 2011

Estranhas desordens mentais

Todos os dias, milhões de pessoas são afetadas por transtornos mentais no mundo todo. Mas dentre todos os distúrbios existentes apenas alguns são conhecidos, como o transtorno bipolar, aesquizofrenia e o mal de Alzheimer.



A lista a seguir relaciona alguns dos mais incomuns.

1. Paramnésia Reduplicativa
A paramnésia reduplicativa é a crença de que um local foi duplicado, existindo simultaneamente em dois ou mais lugares, ou que foi movido para algum outro lugar. Por exemplo, uma pessoa pode não acreditar que está no hospital no qual foi internada, mas sim em um outro hospital, idêntico ao primeiro, mas localizado em outro lugar do país.
O termo paramnésia reduplicatica foi utilizado pela primeira vez em 1903 pelo neurologista tcheco Arnold Pick, para descrever a condição em que se encontrava uma paciente com suspeita de mal de Alzheimer. Esta paciente insistia que havia sido transferida da clínica de pick para outra clínica idêntica à dele, mas localizada em um subúrbio familiar. Para explicar as discrepâncias, ela afirmava que Pick e sua equipe trabalhavam nos dois locais.
2. Delírio de Cotard
Esta é uma desordem rara na qual a pessoa acredita estar morta, não existir, estar apodrecendo ou ter perdido todo o sangue e órgãos vitais. Raramente pode incluir delírios de imortalidade.
Foi batizada assim devido a Jules Cotard, neurologista francês que primeiro descreveu a condição, chamando-a de le délirie de négation, em uma palestra em Paris, em 1880.
3. Delírio de Fregoli
O oposto do delírio de Capgras. Uma pessoa com esta desordem acredita que um completo estranho é, na realidade, um conhecido próximo que mudou de aparência ou está disfarçado.
Ganhou este nome graças ao ator italiano Leopoldo Fregoli, conhecido por sua grande habilidade em mudar de aparência durante suas apresentações.
Foi reportado pela primeira vez em 1927, quando uma mulher de 27 anos que acreditava estar sendo perseguida por dois atores que ela freqüentemente assistia no teatro. Ela acreditava que estas pessoas perseguiam-na de perto, tomando a forma de pessoas que ela conhecia.

4. Delírio de Capgras
O delírio de Capgras é uma desordem rara na qual uma pessoa acredita que um conhecido seu, muitas vezes o cônjuge ou um parente próximo, foi substituído por um sósia idêntico.
É mais comum em pacientes com esquizofrenia, embora ocorra em pessoas com demência ou que sofreram algum dano cerebral.
A paranóia induzida por esta doença foi utilizada em vários filmes de ficção científica, como Vampiros de Almas, O Vingador do Futuro e Mulheres Perfeitas.
5. Síndrome de Jerusalém
Síndrome de Jerusalém é o nome dado a um grupo de fenômenos mentais envolvendo idéias obsessivas com religião, delírios ou outras experiências psicóticas desencadeadas por (ou que levam a) uma visita a Jerusalém. Não é exclusiva de uma religião, podendo afetar tanto judeus quanto cristãos.
Esta perturbação surge enquanto a pessoa está em Jerusalém e causa delírios psicológicos que tendem a se dissipar após algumas semanas. Todas as pessoas que já sofreram disto têm histórico de doenças mentais.
6. Síndrome de Stendhal
Esta doença psicossomática causa taquicardia, tonturas, confusão e até mesmo alucinações em quem a tem e é exposto a artes. Os ataques ocorrem especialmente se a arte é muito bonita ou se há muitas obras reunidas em um mesmo local.
Esta desordem tem este nome em homenagem ao escritor francês Stendhal, que descreveu estas sensações em um livro, após visitar Florença, na Itália.
7. Síndrome de Paris
É uma síndrome exclusiva de japoneses, que piram ao chegar nesta cidade. Dos milhões que visitam Paris todo ano, aproximadamente uma dúzia sofre deste problema e precisa ser levado de volta ao Japão.
Isto ocorre basicamente devido a um grande choque cultural. Alguns turistas que chegam à cidade são incapazes de dissociar a visão utópica que tem de Paris, como aquela vista em filmes como Amélie Poulain, da realidade de uma grande metrópole.
Se um dos portadores da síndrome encontra um garçom mal-educado, por exemplo, ele se força a guardar a raiva para si e acaba sofrendo uma fadiga mental muito grande.
8. Síndrome de Diógenes
Diógenes foi um filósofo grego que vivia em um barril pregando ideais de animalismo e niilismo.
Esta síndrome é caracterizada por extremo negligenciamento, tendências reclusivas e acumulação compulsiva, algumas vezes de animais. É encontrada principalmente em pessoas mais velhas e é associada à senilidade.
10. Síndrome de Estocolmo
A síndrome de Estocolmo ocorre em pessoas seqüestradas que, após o término da situação de risco pela qual passaram, começar a nutrir um certo tipo de simpatia pelos seus sequestradores. Também há casos registrados desta síndrome em mulheres que apanham dos maridos, estuprados e crianças abusadas.
Esta desordem ganhou seu nome após um assalto a banco em Estocolmo, na Suécia, onde os reféns, apesar de passarem sob domínio dos bandidos do dia 23 ao dia 28 de agosto de 1973, pediam que a polícia os libertasse e se recusavam a testemunhar contra.
9. Síndrome de Lima
O oposto da Síndrome de Estocolmo: neste caso, os bandidos têm extrema compaixão pelas vítimas.
Ganhou este nome após a crise na embaixada japonesa em Lima, no Peru, entre 26 de dezembro de 1996 e 22 de abril de 1997. Os membros do Tupac Amaru tomaram como reféns os convidados de uma festa promovida na casa do embaixador japonês no Peru. Entre os reféns encontravam-se diplomatas, membros do governo e militares.
Depois de meses de negociações infrutíferas, os reféns foram libertados por militares peruanos, embora um refém tenha sido morto.

Traduzido de The List Universe.